O que são células estaminais?

Não são capazes de produzir qualquer tipo de célula, mas são frequentemente ectoderme mesoderme endoderme capazes de produzir vários tipos de células para reconstituir o tecido a que estão associadas. As células estaminais são o reservatório natural do corpo para o crescimento e reparação celular. Aqui, damos-lhe uma breve panorâmica dos diferentes tipos de células estaminais antes de compararmos os progressos realizados nas terapias para os doentes e os desafios ou limitações que ainda têm de ser resolvidos. De modo a manter a sua viabilidade celular, as células estaminais, depois de isoladas, são conservadas em azoto líquido a temperaturas extremamente baixas, designadas de criogénicas. As células estaminais são células que se podem diferenciar em diversas linhagens celulares e que apresentam a capacidade de se autorrenovar e de se dividir indefinidamente. São vários os potenciais tratamentos com células estaminais que se encontram em estudo em modelos animais, outros em fase de ensaios clínicos em humanos e outros ainda deram já origem a medicamentos com base em células estaminais.

Células Estaminais: Avanços e desafios na medicina regenerativa

Podem ser utilizadas para estudar o processo de desenvolvimento, os factores envolvidos no crescimento de tipos de tecidos específicos e como forma de modelar doenças em laboratório. Quando os cientistas sabem que um determinado grupo de CTE pode ser mantido e cultivado indefinidamente, podem guardar amostras para as depositar em bancos de células estaminais, para que outros cientistas também as possam utilizar. São também conhecidas por células iPS, iPSC ou células estaminais “reprogramadas”. Muitas pessoas pensam que as células estaminais provêm de um embrião inicial e que podem ser transformadas em qualquer tipo de célula.

O que são células estaminais?

Ambas as células podem ser encontradas em outras fontes, contudo, a recolha na altura do parto é um processo indolor e não invasivo, ao contrário da recolha noutras fontes de células estaminais. Em Portugal, projetos como a utilização de células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) têm mostrado aplicações clínicas promissoras. Estas células desempenham um papel essencial na investigação biomédica e na terapia de várias doenças.

Células estaminais pluripotentes induzidas (iPSC)

A auto-renovação é a segunda das três propriedades que definem as células estaminais. Em vez disso, têm de ser repostas a partir de populações de células estaminais. Substituem células especializadas que se perderam devido à utilização ou a danos As células estaminais são as células responsáveis pela produção de novas células. Uma característica fundamental das células-tronco embrionárias é que elas podem ser mantidas (no corpo ou numa placa de cultivo) indefinidamente. As células estaminais são um conjunto embrionário de células que se mantêm mesmo em organismos adultos.

Algumas células-tronco adultas são capazes de se diferenciar em mais de um tipo celular, como as células-tronco mesenquimais e as células-tronco hematopoiéticas, enquanto outras são consideradas precursoras diretas das células do tecido em que são encontradas, como as células-tronco da pele ou as células-tronco gonadais. O primeiro transplante de sangue do cordão umbilical realizou-se há 30 anos, com o objetivo de  tratar uma criança com Anemia de Fanconi. Atualmente, são cerca de 80 as doenças que podem ser tratadas com recurso a este tipo de células.

As células estaminais podem ser utilizadas para estudar doenças genéticas

Os estudos que atualmente investigam estas células, exploram o seu potencial no tratamento de um leque alargado de doenças. O sangue de cordão umbilical tornou-se uma das fontes de células hematopoiéticas atualmente utilizadas, quer para uso pessoal (transplante autólogo), quer para transplantar familiares ou indivíduos não-relacionados (transplante alogénico). Apresentar as propriedades, o potencial e as limitações do uso de células estaminais pluripotentes (embrionárias ou reprogramadas – iPS) e adultas em medicina regenerativa. Rever a história neste campo de investigação e apresentar as características fundamentais das células estaminais embrionárias, adultas e de patológicas (cancro, senescentes). As células estaminais podem também ser a chave para substituir as células perdidas em muitas outras doenças devastadoras para as quais não existem atualmente curas sustentáveis.

“A criopreservação do sangue e tecido do cordão umbilical é uma oportunidade única de guardar amostras de produtos biológicos, no momento do parto, que poderão ser úteis no futuro, nomeadamente para o tratamento de doenças com significativa prevalência e que estão atualmente em estudo”, justifica a especialista em Imuno-hemoterapia. “As células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical têm a capacidade de se autorrenovarem e diferenciar em células do sangue, muitas vezes apelidadas de progenitores hematopoiéticos, ou progenitores das células sanguíneas”, começa por explicar Marika Bini Antunes, especialista em Imuno-hemoterapia. Podem ser classificadas, tendo em conta a sua origem e a sua capacidade de diferenciação, como embrionárias, dando origem a todos os tipos de células que constituem o nosso organismo, ou adultas, permitindo manter as funções dos tecidos e órgãos onde estão presentes. Mais recentemente, foram identificadas células estaminais não-hematopoiéticas, as células estaminais mesenquimais, com potencial de diferenciação em vários tipos celulares, abrindo um enorme leque de possibilidades de terapêutica celular. Recentemente descobriu-se que células maduras especializadas podem ser reprogramadas para se tornarem células imaturas com características semelhantes às das estaminais embrionárias, capazes de dar origem a todos os tecidos do corpo.

Este “super poder” permite que possam substituir células lesadas ou destruídas e participar na regeneração de tecidos danificados. Alexandra Machado – Medica especialista em células estaminais Os investigadores continuam a ter um longo e estimulante caminho a percorrer, no sentido de atingirem o controlo completo sobre as células estaminais. Este percurso e os seus resultados encorajadores explicam o crescente interesse da medicina regenerativa na utilização de sangue e tecido do cordão umbilical. Desde então, foram criados, em todo o mundo, vários bancos de sangue de cordão umbilical que permitem o armazenamento de amostras para transplantação com células hematopoiéticas. Além disso, em muitos tecidos, servem como um sistema de reparação interno, dividindo-se sem limites para substituir outras células enquanto a pessoa ou o animal vivem.

  • Entre estas encontram-se, por exemplo, doenças cardiovasculares e doenças autoimunes.
  • "A utilização de sangue de cordão tem limitações que se prendem essencialmente com o número de células na amostra, sendo restrita, basicamente, à população infantil", refere Marika Bini Antunes
  • Aplicações a modelos animais de doenças
  • As células estaminaismultipotentes podem dar origem a várias células especializadas diferentes (por exemplo, células estaminais hematopoiéticas).

As células estaminais são células especiais com a capacidade de se diferenciarem em diferentes tipos de células especializadas no corpo. Algumas fontes de células estaminais adultas são atualmente utilizadas para fins clínicos, como o transplante de células estaminais hematopoiéticas do sangue (também chamado transplante de células estaminais do sangue ou transplante de medula óssea). As células estaminais adultas só podem produzir um número limitado de tipos de células especializadas. A maioria das células estaminais adultas são multipotentes, capazes de produzir apenas um número limitado de tipos de células especializadas. As células estaminais de diferentes tecidos variam no número e tipos de células que podem produzir.

Aplicações correntes e futuras para investigação Haverá também uma importante componente de apresentação de seminários de investigação proferidos por investigadores conceituados visando demonstrar o State-of-the-art deste campo. Haverá também uma importante componente de apresentação de seminários de investigação proferidos por investigadores conceituados visando demonstrar o State-of-the-art deste campo.Uma parte do tempo letivo será dedicado à apresentação e discussão de artigos científicos diversos, fornecidos pelo docente. Os médicos precisam de encontrar substâncias saudáveis no seu corpo ou um membro da família que seja compatível e depois tentar a sua proliferação num laboratório para depois as injetar de volta no seu corpo. No entanto, a expansão da terapia celular no país ainda enfrenta desafios, nomeadamente obstáculos regulamentares e éticos que necessitam de ser superados para viabilizar um uso mais amplo destas terapias. No entanto, já se observa um grande potencial para a sua expansão na medicina.

Poderá também permitir a criação de bancos de células iPSC, que funcionariam como bancos de sangue, fazendo corresponder doentes a dadores adequados. Os investigadores têm de garantir que as CTE se diferenciam completamente no tipo de tecido pretendido e que os tecidos cultivados a partir de CTE se comportam da mesma forma que os tecidos que crescem no corpo. Podem também ser utilizadas para testar medicamentos e para modelar doenças em diferentes tecidos sem recolher amostras de tecidos de doentes.

コメント

タイトルとURLをコピーしました